DESCOBRINDO AYUTHAYA
Após uma boa noite de sono, no café da manhã, encontramos a Sarah com seu sorriso de covinhas, ansiosa por nos encontrar.
Alugamos três bikes e a convidamos para um tour pela cidade dos elefantes, templos e do rosto de Buda, do Buda dormindo e muitos e muitos mais impressionantes Budas.
O substantivo “Buda” (em sânscrito buddah) significa “iluminado”. Como nome próprio refere-se ao príncipe Siddharta Gautama, fundador de uma das grandes religiões do mundo, e, para os budistas, modelo de perfeita virtude.
Conta à história que, depois de anos e experiências ao noroeste da Índia, sentado embaixo de uma árvore, Buda alcançou finalmente o nirvana, isto é, o estado que permite contemplar o ciclo da reencarnação universal.
WRAAL ELEPHANTS CAMP
Subimos nas magrelas, com cestinhas coloridas na frente, rumo ao Wraal para vermos os tão esperados elefantes tailandeses. No caminho paramos em alguns templos maravilhosos! Arquiteturas de cair o queixo, Budas em diversas posições e feições, sem contar a idade de cada relíquia, com as quais o tempo foi generoso, conservando-as.
Metros antes de chegarmos ao Campo dos elefantes Wraal, cruzamos com algumas criaturas gigantes e delicadas, carregando turistas em cestas nos seus lombos. O primeiro impacto da visão desses animais, no meio da rua, nos causou grande emoção! Paramos pra fotografá-los, tocá-los... Não podíamos resistir! Como são lindos!! Aceleramos pra vê-los mais de perto o quanto antes. Ao chegarmos à base do campo, ficamos extasiadas com seus olhares, tamanhos e com um bebe-elefante preso em uma corrente e seus movimentos repetitivos e um tanto débeis.
- Que dó daquele bebe! – foi uma das primeiras frases que dissemos quase em coro.
- Será que são bem tratados?
- Espetam aquela coisa neles?
E assim ficamos um bom tempo, sofrendo a dor daqueles animais que não sabiam a potencia de sua força. Se quisessem estourar aquelas correntes, bastava um puxão mais forte. Mas são submissos, dóceis e inteligentes demais.
Cobravam 20 Baths por um cacho de bananas que compramos e distribuímos praquelas trombas enormes e narigudas. Eles nos tocam, nos cheiram e nos olham profundamente nos olhos. A tristeza de vê-los ali presos e ainda tendo que girar bambolês e rebolar para os turistas foi demais para mim e para Isis. Em um contato com um elefante extremamente carinhoso, acariciei demoradamente seu couro e disse bem perto de sua grande orelha, o quanto eu sentia muito por ele estar ali, preso e tendo que fazer macaquices circenses em troca de estocadas de ferro em sua cabeça. Ele se movimentava levemente pra frente e para trás e me olhava fixamente. Seu treinador mandava ele se afastar, mas ele logo voltava pras minhas desculpas de “alma pra alma”. Foi quando notei uma lagrima caindo de seu olho castanho. Ele me ouvira? Sentiu o meu pesar? Olho pra Isis que enxuga lagrimas pesadas, que escorrem por seu rosto.
- Vamos sair daqui? – lhe pergunto.
-Sim, isto é demais pra mim – me responde emocionada.
Essa cena jamais sairá da minha memória de elefante, e esse animal entrou, definitivamente, pra minha lista de prediletos.
MERCADO DE RUA
Atravessamos uma pequena ponte e nos deparamos com um colorido mercado de rua. Estacionamos as magrelas e nos enfiamos nos aromas, cores e gostos dessa feira local. Tudo é muito diferente pra nós: as frutas conservadas em algo que pra mim, parece vinagre e polvilhadas de açúcar cristal, os legumes, um doce de coco que parece cocada e a panqueca de arroz que eles recheiam com fios de cana de açúcar coloridos. Uma delícia! Mas nem tudo é tão delicioso pra nós. Não tive coragem de provar um salgadinho de pele de peixe, por exemplo. Eca!
A parte da tarde reservamos para os templos que lhes conto amanhã, ok?
*Mâi Khâo jai
*Eu não entendo! Hehehehe...
Beijos!
** informações: “A Doutrina de Buda” – Martin Claret







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