Blog - Diário de Bordo

Indochina parte 6 - Descobrindo a Cidade de AYUTHAYA

DESCOBRINDO AYUTHAYA

 

Após uma boa noite de sono, no café da manhã, encontramos a Sarah com seu sorriso de covinhas, ansiosa por nos encontrar.

Alugamos três bikes e a convidamos para um tour pela cidade dos elefantes, templos e do rosto de Buda, do Buda dormindo e muitos e muitos mais impressionantes Budas.

O substantivo “Buda” (em sânscrito buddah) significa “iluminado”. Como nome próprio refere-se ao príncipe Siddharta Gautama, fundador de uma das grandes religiões do mundo, e, para os budistas, modelo de perfeita virtude.

Conta à história que, depois de anos e experiências ao noroeste da Índia, sentado embaixo de uma árvore, Buda alcançou finalmente o nirvana, isto é, o estado que permite contemplar o ciclo da reencarnação universal.

WRAAL ELEPHANTS CAMP

Subimos nas magrelas, com cestinhas coloridas na frente, rumo ao Wraal para vermos os tão esperados elefantes tailandeses. No caminho paramos em alguns templos maravilhosos! Arquiteturas de cair o queixo, Budas em diversas posições e feições, sem contar a idade de cada relíquia, com as quais o tempo foi generoso, conservando-as.

Metros antes de chegarmos ao Campo dos elefantes Wraal, cruzamos com algumas criaturas gigantes e delicadas, carregando turistas em cestas nos seus lombos. O primeiro impacto da visão desses animais, no meio da rua, nos causou grande emoção! Paramos pra fotografá-los, tocá-los... Não podíamos resistir! Como são lindos!! Aceleramos pra vê-los mais de perto o quanto antes. Ao chegarmos à base do campo, ficamos extasiadas com seus olhares, tamanhos e com um bebe-elefante preso em uma corrente e seus movimentos repetitivos e um tanto débeis.

- Que dó daquele bebe! – foi uma das primeiras frases que dissemos quase em coro.

- Será que são bem tratados?

- Espetam aquela coisa neles?

E assim ficamos um bom tempo, sofrendo a dor daqueles animais que não sabiam a potencia de sua força. Se quisessem estourar aquelas correntes, bastava um puxão mais forte. Mas são submissos, dóceis e inteligentes demais.

Cobravam 20 Baths por um cacho de bananas que compramos e distribuímos praquelas trombas enormes e narigudas. Eles nos tocam, nos cheiram e nos olham profundamente nos olhos. A tristeza de vê-los ali presos e ainda tendo que girar bambolês e rebolar para os turistas foi demais para mim e para Isis. Em um contato com um elefante extremamente carinhoso, acariciei demoradamente seu couro e disse bem perto de sua grande orelha, o quanto eu sentia muito por ele estar ali, preso e tendo que fazer macaquices circenses em troca de estocadas de ferro em sua cabeça. Ele se movimentava levemente pra frente e para trás e me olhava fixamente. Seu treinador mandava ele se afastar, mas ele logo voltava pras minhas desculpas de “alma pra alma”. Foi quando notei uma lagrima caindo de seu olho castanho. Ele me ouvira? Sentiu o meu pesar? Olho pra Isis que enxuga lagrimas pesadas, que escorrem por seu rosto.

- Vamos sair daqui? – lhe pergunto.

-Sim, isto é demais pra mim – me responde emocionada.

Essa cena jamais sairá da minha memória de elefante, e esse animal entrou, definitivamente, pra minha lista de prediletos.

MERCADO DE RUA

Atravessamos uma pequena ponte e nos deparamos com um colorido mercado de rua. Estacionamos as magrelas e nos enfiamos nos aromas, cores e gostos dessa feira local. Tudo é muito diferente pra nós: as frutas conservadas em algo que pra mim, parece vinagre e polvilhadas de açúcar cristal, os legumes, um doce de coco que parece cocada e a panqueca de arroz que eles recheiam com fios de cana de açúcar coloridos. Uma delícia! Mas nem tudo é tão delicioso pra nós. Não tive coragem de provar um salgadinho de pele de peixe, por exemplo. Eca!

A parte da tarde reservamos para os templos que lhes conto amanhã, ok?

*Mâi Khâo jai

*Eu não entendo! Hehehehe...

Beijos!


** informações: “A Doutrina de Buda” – Martin Claret

 

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Bangkok – Ayuthaya: 86 km

Total percorrido até agora: 20.429 km

 

A CAMINHO DA CIDADE SAGRADA DE AYODHYA

AYUTHAYA PROVINCE

Enquanto esperávamos o trem para Ayuthaya, aproveitamos para sabermos um pouco mais sobre nosso destino seguinte. A segunda cidade mais antiga da Tailândia é na verdade uma ilha cercada por três rios e tem aproximadamente 61 mil habitantes. Foi a capital do país entre 1350 e 1767 e era uma cidade esplendida. As ruínas dos templos dessa época estão por toda parte. Seu nome completo em tailandês é: Phra Nakhon Si Ayuthaya (Cidade Sagrada de Ayodhya)

É muito excitante estar na estrada e ficar sempre nessa curiosidade a respeito do próximo destino. Bangkok é uma cidade grande e estamos ansiosas pra entrarmos mais na cultura local, visitarmos as cidades menores, as regiões tribais... Ainda bem que a viagem está apenas começando! Ainda teremos tantas surpresas!

Ainda na estação tive a oportunidade de fotografar um monge muito simpático que posou sorridente para as lentes desta brasileira, que humildemente agradeceu com um “Khàwp khun khá”. Explico: Obrigada em tailandês... rss. (Será que voltarei pro Brasil sabendo ao menos mais duas palavras?)

A VIAGEM

O trem era muito simples e lotado de moradores locais das vilas rurais que atravessamos. Vendedores com baldes cheios de comida, água e refrigerante, anunciavam seus produtos em tons que pareciam musica pros meus ouvidos pouco acostumados com a língua.

Pra vocês terem uma idéia de quão barato foi nossa passagem de trem, vou dar um valor aproximado, ok?

20 Baths por pessoa = 1 real!

Assustou-se? Pois é... Caro é chegar até a Ásia, mas o custo da viagem aqui chega a ser ridículo até mesmo pros brasileiros. Imaginem para os europeus...

A viagem foi tranqüila e pudemos observar paisagens lindas! Plantações de arroz, pequenos rios e vilas atraíam nossa visão tão ávida por novidades.

Não pudemos deixar de notar as pequenas moradias bem pobres e cheias de lixo e esgoto a céu aberto.

- O motivo de tudo ser tão barato também está relacionado com a pobreza – comento com a Isis.

Estávamos com toda nossa bagagem e por isso, precisamos ficar atentas a cada estação que o trem parava para termos tempo de colocarmos os trambolhos nas costas e saltarmos antes que o rebolar dos vagões recomeçasse seguindo para o próximo destino. Fácil, não? Não entendíamos uma palavra que estava escrito nas placas, nem na tabela que o tailandês dorminhoco, que a todo instante ameaçava usar o ombro da Isis como travesseiro, tinha nas mãos. Quando paramos em uma estação e vejo um policial, coloco a cabeça pra fora da janela e apenas grito: - Ayuthaya? O policial me responde com gesto que é mais pra frente. No vagão, alguns riem de nós.

Duas estações pra frente, um passageiro que viu a cena anterior, nos avisa que estamos em Ayuthaya. Agradecemos, jogando as mochilas nas costas. Desembarcamos a tempo de ouvi-lo nos dizer em inglês: Boa viagem! Tudo de bom! Com sorrisos e balanços de cabeças orientais, nos despedimos.

- Bem, sei que temos que pegar um barco pra atravessar um rio – falo pra minha parceira.

Atravessamos a avenida da estação ferroviária e logo encontramos uma família “gringa”.

- Sabe onde podemos pegar o barco? – pergunto

- Estamos indo pra la, nos acompanhe – me disse o senhor inglês

Pagamos 2 Baths cada uma pela travessia na balsa mais engraçada que já vi. O “comando do piloto” era igualzinho ao de um caminhão! A direção, os pedais. Divertido. Em 1 minuto estávamos na Cidade Sagradas de Ayodhya.

No porto, um americano chamado David, nos abordou oferecendo um quarto em algo que mais parecia uma casa de família. Agradecemos dizendo que precisávamos de um lugar com internet. Após sua indicação, pegamos um tuc tuc com a caçamba tão baixa, que me fez bater com a cuca no teto duas vezes até eu soltar um belo palavrão em português que fez o motorista entender que deveria ir mais devagar nos buracos. Com um galo na cabeça, cheguei ao Old Palace Resort.

OLD PALACE RESORT

Adoramos o lugar! Um bangalow com banheiro muito limpo, ar condicionado, geladeira, TV... Nossa! Um paraíso pelo custo de 550 Baths por dia (R$ 27,50 pras duas)

Logo na recepção conhecemos a Sarah. Garota suíça que costuma passar as férias com sua mãe em Ayuthaya, fugindo do inverno rigoroso de seu país. Uma figura, a garota! Em 5 minutos estávamos tomando água de coco enquanto ela, com mapa e caneta nas mãos, nos passava todas as coordenadas sobre a cidade. Uma linda! Adoramos de cara aquela garota que no dia seguinte, foi nossa guia. Mas esse já é um próximo post.

Até amanhã com os templos e elefantes de Ayuthaya!

 

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GOLDEN MOUNT TEMPLE

O albergue que estamos é bem confortável, com internet de graça, boa comida, mesa de bilhar e piscina (que mais parece uma banheira). Aproveitamos o dia para lavarmos nossas roupas, falarmos com o Brasil, atualizarmos nossos posts e então, fomos conhecer o Grand Palace.

O Grand Palace ou Phra Borom Maharatchawong in Thai, é o palácio do Rei Bhumibol Adulyadej, e é usado apenas em cerimônias ocasionais, já que sua residência atual fica na região norte da cidade, no Chitlada Palace.

A majestosa construção de quatro prédios e uma extensa área externa possui uma estrutura com inspiração francesa e serviu de residência para o Rei Rama VI. Construído em 1882 por arquitetos britânicos, revela em seu exterior uma peculiar mistura do renascentismo italiano e a tradicional arquitetura tailandesa. O “Hall da Justiça” é usado atualmente para cerimônias de coroações. Curiosamente, as áreas externas do palácio são protegidas por combatentes-mulheres.

E la fomos nós!

No táxi, fui lendo para a Isis o que acabo de lhes contar e uma frase se destacou: não é permitida a entrada de pessoas vestindo regatas, nem com as canelinhas de fora, nem mesmo com os pés desnudos. OPS! Estamos de papetes e calças curtas. Literalmente.

O Grand Palace já impressiona de longe! Altivo, gigante, exuberante!

O movimento de turistas é grande, e logo o que pareceu ser um tailandês prestativo nos aborda, dizendo que nossas roupas não eram apropriadas, mas que o templo nos oferecia vestes de graça. Foi quando fomos enganadas pela segunda vez em Bangkok!

Ele nos disse que aquele dia estava acontecendo o “Dia Sagrado de Buda” e que o templo só abriria ao público depois das três da tarde. “Enquanto isso” poderíamos visitar um templo (nos apontando no mapa) e mais outro na volta, até que o Grand Palace abrisse suas portas.

Subimos no tuc tuc e chegamos a um templo magnífico! De uma paz indescritível, no alto de um morro: Golden Mount Temple. Ficamos impressionadas com a beleza, com o som calmante das águas repletas de sapos namorando. Sem contar os sinos. Muitos sinos.

Lemos que, segundo o budismo, tocar aqueles sinos nos traria fama e dinheiro. Achamos graça, (com todo o respeito), dessa incongruência de filosofias: espiritualidade X capitalismo.

MICO NUMERO 1

Passamos mais de uma hora visitando cada cantinho do templo. Quando chegamos ao tuc tuc, um senhor nos disse em inglês precário, que o motorista já estava cansado de nos esperar. OPS! Sorry... Então, o motorista, que em mímica nos mostra que estava de pança cheia, emenda que ele estava nos ajudando e que nós iríamos ajudá-lo também.

- OK! OK! – eu disse

Eu já sabia o que ele queria: o tal tour pelas lojas de novo... E la fomos nós para o mico numero 1 do dia (haverá outro até o fim deste post). Paramos obrigatoriamente, em três lojas: roupas tailandesas feitas sob medida (!), jóias tailandesas e outra de bolsas e sapatos de couro (sem contar a salinha escondida cheia de peças falsificadas de marcas famosas). Como definitivamente não parecíamos turistas a fim de gastar Baths (moeda local) em jóias e afins, éramos explicitamente expulsas das lojas em dois minutos com um ríspido: “Thank you, enjoy your trip!” **. Voltávamos para o tuc tuc com cara de laranja azeda, claro! Eu já nem me importava mais, queria terminar o rolê comissionado logo pra ver o Grand Palace.

Chegamos la exatamente as 15 hrs e surpresa! Fechava as 15:30 hrs, como dizia o guia Lonely Planet! O “senhor prestativo” nos engabelou direitinho! Beleza... Historia pra contar! Visitaremos o Grand Palace em nossa próxima estada em Bangkok, no fim da Expedição Indochina.

MICO NUMERO 2

Já um pouco resignadas, atravessamos a praça na frente do palácio para pegarmos um taxi de volta para o albergue, quando um casal jogou saquinhos de milho em nossas mochilas e mãos. Dissemos que não queríamos, mas eles insistiram dizendo que eram oferendas. Logo, dezenas de pombas voaram pra cima de nós bicando nossas mãos. Adestradas elas, não?!

A Isis não gostou nem um pouco e se encolheu dizendo o quanto detestava pombos! Eu tirei proveito da situação rindo a valer e me lembrando de Alfred Hitchcock em “The Birds”. Quando os milhos acabaram, o casal nos cercou pedindo dinheiro. 400 Baths!! Isso é muito dinheiro por aqui! Tornaram-se quase agressivos e então, demos 300 Baths pra podermos nos livrar daquela situação embaraçosa.

Nos sentindo verdadeiras otárias, procuramos o rumo do albergue. Podem imaginar como estávamos contrariadas a essa altura!?

Pra finalizar “o dia torto em Bangkok”, pegamos um taxi em horário de rush, o que nos descapitalizou um tanto mais!

Hoje foi demais! Por sorte, amanhã seguiremos para Ayutthaya, há 86 kms daqui.

Nos vemos por la!

 

** Obrigada! Aproveitem sua viagem!

 

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Indochina Parte 5 - Bangkok a Metrópole Asiática

BANGKOK

GRANDE CIDADE ASÁTICA

Epicentro da modernidade asiática, Bangkok tem 560 kms quadrados de área com 6 milhões de habitantes. Oferece muitas atrações, desde que o viajante suporte o transito, o barulho e o calor de mais de 40 graus nas estações quentes.

A capital da Tailândia foi estabelecida em 1782 pelo seu primeiro rei, Rama I, na dinastia Chakri. Seu nome vem de bang makok que significa “lugar de ameixas azeite” (talvez graças às azeitonas grandes e de gosto estranho que encontramos nos carrinhos de rua para comprar). Agora, pasmem: seu nome completo em tailandês é Krungthep – mahanakhon – bowon – rattanakosin – mahintara – ayuthaya – mahadilok – popnopparat – ratchathani – buriron – udomratchaniwet – mahasathan – amonpiman – avatansathir – sakkathatitya – visnukamprasit. Engraçado, não?!

“A cidade dos anjos”, como também é conhecida, tem uma infinidade de restaurantes, museus, templos, clubes noturnos, galerias de arte moderna...

UMA DAS CIDADES MAIS POLUÍDAS DO MUNDO

Apesar de ser tão interessante, o fato de ser uma das cidades mais poluídas do mundo, tira um pouco de seu encanto. Notamos já do avião, uma camada gasosa cinzenta que nunca se dissipa. Fica até difícil ver a cor do céu e as pessoas usam máscaras nas ruas, nos ônibus, nos tucs tucs... (fiquei com muita vontade de comprar uma também). Parece uma cena surreal, como se uma epidemia estivesse se espalhando. Logo penso que São Paulo não está muito longe dessa realidade, infelizmente.

TUC TUC

Tiramos a manhã pra comprarmos nossos equipamentos como HDs, câmeras e afins. Achamos tudo original e com ótimos preços no mercado SIAM.

Experimentamos, pela primeira vez, pegarmos um tuc tuc na volta para o albergue. O tuc tuc é o veículo mais utilizado em toda a Tailândia, e nada mais é do que uma moto adaptada, com uma “gaiola” na frente ou atrás, onde somos transportados. O transito é caótico, barulhento e poluente. Podemos sentir o gosto ruim que fica na boca após um passeio pela cidade.

Na saída do SIAM, um motorista de tuc tuc, com seu inglês de três palavras, nos levou até seu veículo colorido. Aceitamos. No mesmo instante, me lembrei do livro “Vietnam Pós Guerra” de Airton Ortiz, onde ele descreve as “sagas” pelas quais passou nas mãos dos tais motoristas espertos. Seríamos enganadas pela primeira vez... RS

Os motoristas dos veículos engraçados têm acordos com alguns comerciantes locais de roupas, jóias, agencias de turismo, os quais lhes dão vales-gasolina como comissão por levarem os turistas até eles. Ao invés de nos levar ao hotel, nos levou a uma agencia que vendia passagens de ônibus para outras cidades. Após duas ou três frases, o vendedor entendeu que só queríamos chegar “em casa” e nos mandou pegar um taxi. Humpf!

- Onde estamos? Onde será que ele nos deixou? – disse a Isis.

Peço para o tuc tuc nos deixar no Monumento Vitória, único ponto que me recordava ser no meio do caminho para nosso destino. E assim foi... Pegamos o metro e após algumas estações tentávamos nos localizar nas ruas na região do albergue. Felizmente, tínhamos um mapinha colorido, feito a mão, que ganhamos no Aisha Guest House.

- OK! Nós sobrevivemos! – eu disse à recepcionista quando chegamos.

Ouço como resposta: O que está errado?

- Na verdade, nada. Apenas conseguimos voltar para o albergue!

Todos caem na risada. Sabem muito bem a dificuldade de estrangeiros em uma cidade feroz como Bangkok.

Digo que queremos conhecer Kao San Road, rua badalada e mundialmente famosa. O senhor com sotaque britânico, dono do albergue, balança a cabeça negativamente e nos deseja boa sorte com recomendações para cuidarmos bem dos nossos pertences.

KAO SAN ROAD

Na minha imaginação, baseada nos relatos de amigos, Kao San Road deveria ser uma grande avenida, cheia de bares noturnos e restaurantes abertos a noite inteira, meio Hong Kong, sabe? Mas me enganei. Na verdade, é uma pequena rua cheia de vendedores ambulantes de roupas, comidas e diversos bares com mesinhas nas calçadas. Turistas e mais turistas tomam a tradicional cerveja Chang, que tem em seu rótulo dois elefantinhos, (Chang significa elefante em thai), ou baldes com o uísque tailandês com muito gelo.

Em meia hora, já tínhamos visto tudo. Sentamos para a nossa refrescante cerveja no calor da noite e conhecemos dois australianos que estavam viajando pela Indochina como nós. A diferença era que viajariam pelo mundo até a grana acabar. Nós, brasileiros, não temos essa cultura de tirarmos um ano sabático após concluirmos os estudos, mas jovens ao redor do mundo fazem isso antes de ingressarem em suas carreiras profissionais.

Intercambio cultural estabelecido. Desejos de boa sorte, um prato de macarrão apimentado, claro, e boa noite!

Amanhã tem mais aventuras em Bangkok!

Até la!

·       www.ashaguesthouse.com

·       Informações: Lonely Planet

 

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Indochina parte 5 - A Chegada a Bangkok.

CHEGAMOS À BANGKOK!!

 

Chegamos à Bangkok e pegamos um taxi para o albergue Aisha Guest House, albergue situado fora da cidade, em um bairro bastante tradicional, cheio de carrinhos que vendem sopas de macarrão de arroz com legumes, porco ou frango e um 7 Eleven na esquina... rs (Aliás, estabelecimento muito comum na Tailândia e que são pontos de referencia). Nosso quarto é no quarto andar e subir como nossas bagagens exigiu um esforço extra, já que estávamos bem cansadas do deslocamento.

Resolvemos explorar um pouco a redondeza e saímos com um mapinha bem simples nas mãos. Visitamos um mercado de rua cheio de carrinhos vendendo as mais exóticas comidas que já vimos! O primeiro impacto foi forte! Não reconhecíamos as frutas, nem a língua e ninguém falava inglês pra nos explicar. O cheiro muito forte do tempero desconhecido invadia nossas narinas. Estávamos com fome, mas... O que comer?

Resolvemos arriscar e pedimos algo que parecia uma salada de pepino ralado com tomates-cereja e amendoim, imersos em um caldo. Tudo bem socado com um pilão (!). Notamos quando a vendedora preparava a iguaria para uma tailandesa, que a quantidade de pimenta vermelha que ela colocou na pequena porção poderia incendiar um bairro inteiro com seu calor produzido!! Sem contar o caranguejo inteiro que foi macerado junto. Logo lançamos a tradicional frase dos gringos, como nós: - No, no please! No spicy!

E nada de ela nos entender...

-OK! Vamos sentar e esperar o que nos será servido – comentei com a Isis. (Nem o nome do prato, sabíamos!)

Uma miscelânea nos foi servida, com um pedaço de repolho.

- Tudo bem. E agora? Como comemos? – pensei alto.

Mirei metade de um tomatinho apetitoso e mandei-o boca adentro. Oh! Meu Deus! Eu poderia ir até o céu e voltar, de tão apimentado!

Caímos na risada. Não só nós, mas todos que passavam a nossa volta riam das “gringas” que sofriam com as bochechas vermelhas e abanavam muito a boca! Pedi um pouco de macarrão de arroz, fininho, puro e gelado que vi ali no carrinho. Assim, com o repolho, conseguimos dar algumas mastigadas. Só algumas, pra ser bem honesta.

Procuramos frutas cortadas, que colocam em saquinhos inchados de ar, como os que compramos com peixinhos dentro, ai no Brasil. Sustentabilidade, nesse sentido, é zero por aqui! Usam sacos plásticos pra tudo... As pessoas vão passando nas ruas e comprado “bombas apimentadas e ensacadas” pra comerem em suas casas. (Desculpem-me minha maneira de dizer, mas... haja tempero, hein!)

Achamos um pãozinho bem apetitoso, assado ali na rua mesmo, na hora. OBA! Devoramos o carboidrato conhecido por nós. Mas... E o recheio? Ok! Ok! Um capitulo a parte: o recheio do pão... rsss. Notamos como se fossem fiapos de barbante bem fino, mas doces. Após meia hora de debate, dei um palpite acertado: fibras de cana de açúcar coloridos! Bingo!

Panquecas bem finas, de arroz, são feitas em chapas quentes de ferro e recheadas com esses fios adocicados. Leve e delicioso!

Continuamos nossa primeira exploração pelas ruas de Bangkok e descobrimos muitos vendedores de amuletos. Sentados nas calçadas, eles expõem mini-peças de budas, esculpidas em pedra e barro, guardados em pequenas redomas de vidro. Lindos! Alguns especialistas usando lentes de aumento procuram relíquias entre tantas peças antigas.

O cansaço bate prá valer e resolvemos voltar para o albergue, onde nos entregamos “aos braços de Morpheu” por 14 horas!

Amanhã visitaremos alguns templos e descobriremos mais novidades gastronômicas para vocês!

Até já!

www.ashaguesthouse.com

 

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Indochina parte 4 - AMSTERDAM a Noite

24 HORAS EM AMSTERDAM – PARTE 3

MUSEU VAN GOGH

Aproveitamos a companhia da Hannah e seguimos nossa saga das 24 horas em Amsterdam, com uma visita ao Museu Van Gogh.

Vincent Van Gogh foi um pintor muito talentoso desde jovem e bastante estimulado por seu irmão Theo, fiel parceiro. Fez poucos desenhos, alguns em aquarela e algumas naturezas mortas. Seu forte mesmo sempre foi a pintura a óleo em telas. Ingressou na escola de arte Hague School, onde conheceu seu mestre: Anton Mauve (1881). Mauve mudou sua vida acadêmica, ensinando-o a aprimorar técnicas antes desconhecidas por ele.

“M. has taught me to see so many things I didn’t see before” – (citação de Van Gogh).

Me impressionou obras como: “The calves” e “Woodcutters”, nas quais retratou a natureza holandesa.

Suas primeiras pinturas têm um tom escuro, sóbrio. Já a obra “The Kitchen Princess” (1872) é tão suave… maravilhosa!

“Chopping Trees on the Île de Croissy” é uma obra inacabada, impressionante, gigante, com poucas linhas.

Quando Van Gogh foi para Paris, sua arte ganhou novas cores, mais claras e mais comerciais, já que o objetivo desse maravilhoso pintor era comercializar portraits e paisagens para a alta sociedade. A princípio essas obras pareciam inacabadas e com cores sem harmonia, mas na obra “The bridge in the rain”, feita na província da França, finalmente Van Gogh concluiu que havia acertado os tons das cores.

Em 1889, Vincent Van Gogh começou a ficar doente e se internou na clínica psiquiátrica “Saint Paul de Mausoléu”, em Saint Rémy. No fim de sua vida, ele se concentrou menos nas cores e experimentou principalmente a intensidade do uso gráfico. Em maio de 1890, o mundo perdeu um grande artista. Vincent Van Gogh, no auge de sua insanidade, suicidou-se com um tiro na cabeça, na frente de seu irmão Theo.

RED LIGHT DISTRICT

Quando a noite cai, seguimos para o restaurante: Tapas & Vino – Lunch and Restauant– TASCA BELLOTA

Apesar de não ser um restaurante típico holandês, já que o cardápio é espanhol, nos deliciamos com as porções saborosíssimas! Ficávamos tentando decifrar os ingredientes em uma sinfonia de sons: humm... hummm... so delicious!!

A noite nos esperava e então, fomos para a Red Light District, região badalada de Amsterdam e conhecida mundialmente por seus pubs, coffee shops e também suas vitrines de prostitutas. Escolhemos um pub delicioso, com boa musica e shots da bebida jargeimeister, para um bom papo observando o movimento. Terminamos nossa saga das 24 horas na balada The Last Waterholle.

Amanhã, embarcaremos para Bangkok, na Tailândia!! Será uma looonga jornada até la!

Vemos-nos na Ásia!

Beijos!

http://www.vangoghmuseum.nl/

www.tascabellota.com

herenstraat 22hs,1015 CB, amsterdam

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Indochina parte 3 - AMSTERDAM

24 HORAS EM AMSTERDAM - PARTE 2

A CASA DE ANNE FRANK

Esta é minha quarta vez em Amsterdam, e a cada visita a cidade me revela uma nova faceta, uma nova estação e novos conhecimentos. A arte é democrática e a cultura também.

Da última vez que estive na cidade visitei a casa de Anne Frank e comprei um livro que contava os últimos sete meses de vida dela nos campos de concentração, mas não havia lido seu diário ainda. Desta vez, li dias antes de embarcar para ca e a proximidade emocional que senti daquela menina sensível com furinho no queixo, me fez chorar. Um choro incontrolável. Olho para Hannah ao meu lado e noto suas lágrimas escorrendo por seu rosto de pele branquinha, tipicamente européia.

Anne Frank viveu com sua família (pai, mãe e irmã) e mais quatro pessoas, escondida em um anexo atrás do armazém de seu pai por mais de dois anos, até serem entregues aos nazis e então, levados aos campos de concentração. O único sobrevivente foi seu pai, Otto Frank, que retornou ao esconderijo e achou o diário que Anne escreveu durante seus dias escuros, tristes e tomados pelo medo. Mas a grande descoberta dele e do mundo, após a publicação do diário em 85 idiomas, foi que Anne era uma garota feliz, cheia de sonhos e vontade de viver, sem contar a profundidade emocional e criativa, inimagináveis até mesmo por seus parentes mais próximos. Na saída do museu, podemos ver um relato de Frank, em vídeo. A conclusão dele é que: “muitos pais não conhecem realmente seus filhos”.

Anne Frank amava quando Biep e Mep (pessoas que os ajudaram durante o período no anexo) levavam pra ela revistas de astros de cinema. Ela os recortava e decorava as paredes de seu quarto. As figuras ainda estão coladas ali e essa visão tão íntima de seu cotidiano entrou fundo no meu coração. Foi como se eu estivesse tendo a oportunidade de conhecer seus amigos imaginários e assim, estar ainda mais perto dela. A tristeza é grande pra mim, estando permeável ao ambiente onde tantas emoções foram narradas com tamanha riqueza de detalhes!

Saímos do museu e nos sentamos em um café para falarmos um pouco a respeito. Os olhos das três estavam vermelhos, não podíamos evitar. Revelávamos o pesar que estávamos calando até aquele momento.

Eu quis saber um pouco mais sobre os pontos de vista da Hannah, alemã, 26 anos. Ela nos disse a importância de estar ali, humanizando a história vivida tão intensamente há duas gerações antes da dela, em sua própria família. Contou-nos que há muitos idosos alcoólatras na Alemanha, que vivem bebendo suas magoas, dores e perdas. Por uma vida inteira.

Seus pais falam sobre esse momento tão duro com freqüência, já que seu avo resistiu a um campo de prisioneiros. Soubemos também que na Alemanha, os homens podem escolher quais ações militares desejam exercer. Seu pai, nos anos 70, trabalhou em um orfanato de crianças órfãs da guerra.

“Hoje em dia, as fronteiras são menos importantes na Europa. Todos somos iguais e só a língua é diferente”- me diz ela. Aproveito a deixa e pergunto se hoje em dia ainda é perceptível algum tipo de racismo remanescente daquela época e ela nos diz que não, mas que a “culpa coletiva do povo alemão” ainda persiste. “Como é possível o ser humano ser tão cruel?”- emociona-se. “E pensar que situações assim ainda acontecem em muitas partes do mundo...”.

Concordo. Me calo pensativa.

Isis ao meu lado, balança a cabeça, atrás da filmadora de onde capta tudo com cuidado.

Finalizamos nosso intercambio cultural sobre o Holocausto com minha última pergunta pras minhas duas amigas:

- O que significa PAZ pra vocês?

Hannah: “I think the most important thing is a reflection about yourself. Don’t judge. Missunderstanding. And of course: Humam Rights!” **

Isis: “No caso de Anne Frank o que mais me chocou foi que apesar de ela estar presa, enclausurada, manteve os pensamentos jovens, a vontade de viver como andar de bicicleta... Manteve a força de vida apesar de estar ali.” Emendou: “Paz no contexto da A. F., significa que não importa por qual adversidade estejamos passando, a paz tem que estar dentro de você”.

Finalizo este post reflexivo com um pedacinho do MANIFESTO 2000 (UNESCO)

CARTA POR UM MUNDO SEM VIOLENCIA

A violência é uma doença passível de prevenção

“Nenhum estado ou indivíduo pode estar seguro em meio a um mundo sem segurança. Os valores de não violência na intenção, no pensamento e na ação se transformaram de opção em necessidade. Esses valores encontram expressão na sua aplicação entre estados, grupos e indivíduos.”

É isso ai galera! A PAZ está na moda!

Beijo grande e até já, com a noite de Amsterdam!!

** “Eu acho que o mais importante é a reflexão sobre si mesmo. Não julgue. Compreenda. E claro: os direitos humanos!”

 

 

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Indochina parte 2 - AMSTERDAM

TUDO QUE PODEMOS FAZER EM AMSTERDAM

EM 24 HORAS

O despertador tocou as oito em ponto no beliche abaixo do meu, no caso, no celular da Isis.

Apesar de eu estar super aconchegada no meu saco de dormir, pulei da cama e fui olhar pela janela. Ainda está meio escuro ou será que hoje nem vai clarear? – pensei. O inverno europeu é realmente cinza, preto, marrom e o eventual branquinho do gelo.

Temos que buscar a Hannah na Central Station as 9:25, no trem que vem de Cologne (Alemanha). Corremos pro café mirrado do albergue: duas torradas com creme de amendoim e uma xícara de café com leite e então vamos para a rua enfrentar o “freezer do mundo”!

Hannah é alemã e nos tornarmos amigas na Grécia na Expedição Mediterrânea (que você pode visitar no blog da Léla). Meses depois, ela foi me visitar no Brasil e la ficou por dois meses. Agora está sendo minha vez de visitá-la. Vamos nos encontrar por um dia e uma noite aqui em Amsterdam e então, no fim da Expedição Indochina, nos encontraremos em Berlim e Cologne (Alemanha)

Na Grécia, decidimos ter uma noite “típica grega”. Fomos a um restaurante grego, provamos comidas e bebidas típicas. No Brasil fizemos o mesmo indo ao ensaio da escola de samba Tom Maior, comendo cachorro quente na rua... RSS. Aqui, decidimos lançar uma brincadeira: Tentaremos ficar 24 horas sem dormir, fazendo tudo de melhor (e típico) que a cidade pode nos oferecer!

Desafio numero 1: achá-la na Central Station – cumprido após uma hora de atraso na porta da estação de trem.

Aliás, todas as vezes que venho à Amsterdam me emociono ao olhar de frente a Central Station. Saber da dor e tristeza dos milhões de judeus que embarcaram ali pra Auschwitz e pra tantos outros caminhos da morte. Sinto minha nuca arrepiar.

Decidimos visitar A Casa de Anne Frank, garota-símbolo do que os judeus sofreram no Holocausto. Tendo a questão em paralelo de a Hannah ser alemã e ter talvez, outro ponto de vista a respeito do assunto.

Fechado! Anne Frank, vamos nós! Saímos caminhando abraçadas por causa do frio que congela a ponta do meu nariz e o deixa, assim como minha bochecha, rosa pink! É engraçado demais andar por Amsterdam já que nos perdemos a cada esquina. Sempre. Mas a idéia é desfrutar a paisagem, a tranqüilidade, o silencio e o frio das ruas holandesas. E por falar em frio novamente: 6 graus com sensação térmica de -1.  

93% de umidade!

Caminhamos assim, de braços dados, saltitantes, sorridentes. Felizes demais com o nosso tão combinado e recombinado encontro nas ruas de Amsterdam. Aproveito pra fotografar a arquitetura os grafites, as bicicletas e lhes mostro algumas aqui.

Volto amanhã pra te contar como seguiu nossa saga: 24 horas em Amsterdam!

Anne Frank, até já!

 

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São Paulo – Amsterdam

9.784 km – 11 h 45 mins - avião

30 *C – 3* C

Meus últimos momentos no Brasil antes de embarcar pra Expedição Indochina foram emocionantes! Meu coração parecia que ia sair pela boca e eu mal conseguia ficar parada sem mexer joelhos, mãos e pés, juntos.

Paulinha, Calu e Kitty dividiram comigo as últimas sensações antes do embarque, além de uma deliciosa pizza de pepperoni! Billy Saga saiu correndo do trabalho e foi até o aeroporto pra me dar um beijo de despedida e encher meu coração de otimismo e força! Nada como ter pessoas queridas por perto.

Embarco e fico pensando que a Isis devia estar atravessando alguma terra distante, em outro avião, já que viajamos em vôos diferentes e marcamos de nos encontrar no “meeting point” no Schiphol Airport.

Foi divertido demais quando nos vimos. Ficávamos falando sem parar como havia sido o vôo, como estava frio ali e tudo que gostaríamos de fazer em Amsterdam.

Bem, pegamos o “caminho da roça” – Leidsplein – bairro badalado, bem localizado, onde fica nosso albergue (Amsterdam Granada Centre). Um trem até a Central Station (2,60 E) e então o trail até pertinho do Vondelpark (2,20 E).

Que frio está fazendo nesta terra!! Temperatura em torno de zero grau! Tudo está congelado, cinza e lindo! Uma neblina paira no ar como uma magia, fazendo Amsterdam parecer mais e mais com um lugar fantástico, meio cenográfico. Tudo parece perfeito!

A primeira impressão da Isis foi: - Que lugar silencioso!

Verdade. Parece que o tempo parou e somente as bicicletas e pessoas muito elegantes com seus cães, se movem. O frio é cortante e minhas pernas desagasalhadas começam a congelar!

Decidimos dar umas voltas e explorar um pouco a região. Visitamos o Vondelpark, parque delicioso, vizinho do bairro. Eu já tinha tido a oportunidade de fotografar este parque na primavera e no verão, mas esta é minha primeira vez na mesma paisagem em pleno inverno. Fiquei impressionada com as diferenças das cores, das flores, das árvores. Me diverti tirando algumas fotos na mesma posição em que já a tenho (no post da Expedição Mediterrânea que você pode visitar aqui no meu blog). Lagos, canais e grama congelados! A paisagem é surreal pra nós, duas “tropical girls”.

Andamos e andamos pela cidade até nossos ossos doerem de tanto frio e sentamos no Bulldog Café para um sanduiche e nossa primeira cerveja nas terras da fabrica da Heineken. Pelo menos havia um aquecedor por ali e voltamos a sentir nossos narizes!

À noite descobrimos a cidade nos perdendo...rss... É impossível não se perder por aqui mesmo com mapa nas mãos! As ruas são muito parecidas e todas cortadas por canais e pontes (Há mais canais e pontes em Amsterdam do que em Veneza!)

Amanhã iremos buscar a Hannah, minha amiga alemã que conheci na Grécia, na Expedição Mediterrânea. Combinamos de buscá-la as 09:25am na Central Station e lançamos um desafio: Vamos ficar 24 horas sem dormir, mostrando tudo de melhor que se pode fazer em Amsterdam!

  Acompanhe o registro

Te conto mais novidades em breve!

Até já!

Brrrrr....... Que frio!!!!

 

·       Amsterdam Hostel Centre (20 Euros por noite) http://www.amsterdamhostelcentre.com/portu/index.html

 

APOIADORES:

 

·       www.worldplus.com.br

·       www.talifama.com.br

·       www.adrianaqueiroz.net

·       www.movimentosuperacao.com.br

·       www.centroarticular.com.br

·       www.deuter.com.br

·       www.seatosummit.com.br

·       www.princetontec.com.br

·       www.evoke.com.br

·       www.ciadaaventura.com.br

·       www.alltv.com.br

 

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Dada a largada para a Expedição Indochina

Olá, amigos!! Com muita emoção dou-lhes  a notícia da largada para a expedição Indochina!

Dia 19 de janeiro, eu e a Isis Splendore partiremos para uma expedição através da Tailândia, Vietnam, Cambodia, Laos, Alemanha e Holanda.

Ficaremos três meses mochilando e captando imagens para o Mulher ao Volante, para a All Tv, Cia da Aventura  e alguns veículos mais...

Estaremos em uma missão simbólica de paz, levando o Manifesto 2000 (documento laureado pelo Prêmio Nobel da Paz) e contaremos tudo pra vocês aqui, no blog da Léla!

A emoção é tanta que mal conseguimos nos conter! Após meses de ansiedade, buscando apoiadores, organizando o roteiro, estudando a história dos países que passaremos, entramos, esta semana, na fase final: preparação física e psicológica, organização dos equipamentos, check up da saúde, check list de bagagem e tantos outros detalhes!

VALÉRIA

   

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